quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Movimento de luta contra a AIDS distribui carta aos participantes da 14ª CNS

Hoje, os participantes que chegaram ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, para a 14ª Conferência Nacional de Saúde, receberão de integrantes do Movimento Social de Luta contra a AIDS, uma carta aberta, cujo teor estas SaudAids publica abaixo. 


fotos: Márcia Leão


CARTA ABERTA À POPULAÇÃO E À CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE
Aids no Brasil: o acesso ao tratamento não é universal e a prevenção vive retrocessos
No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, e da Conferência Nacional de Saúde, o Movimento Social de Luta Contra a aids, que reúne Organizações não Governamentais, Redes e Movimentos que desenvolvem ações em aids, manifesta sua preocupação com o atual cenário de enfrentamento da epidemia da aids no país. Vimos a público nos dirigir enfaticamente às autoridades de saúde e alertar a sociedade:
  • O acesso universal ao tratamento, preconizado pelo Sistema Único de Saúde - SUS e pela lei federal nº 9313/96, não é uma realidade no Brasil.
  • As campanhas de testagem são dirigidas ao público em geral e à mídia, e não atingem as populações mais vulneráveis.
  • O desabastecimento e o fracionamento de antirretrovirais ocorre sistematicamente.  
  • A prevenção à aids no Brasil não garante a igualdade e a equidade. Apesar de uma epidemia concentrada, os programas governamentais negligenciam a prevenção aos grupos mais afetados e não oferecem campanhas permanentes nem insumos suficientes.
  • O maior exemplo desse descaso ocorre neste momento com a Campanha Nacional, sendo lançada com a mudança de foco, ampliação de público, diminuição de verbas e submissão à patrulha homofóbica e religiosa que tem contaminado as decisões do Executivo e do Legislativo no Brasil.
Manifestamos nosso compromisso na defesa intransigente do SUS, exigimos a regulamentação e cumprimento da EC 29, em todas as esferas de gestão.



A epidemia da Aids é uma realidade no Brasil, todos os anos, mais de 12.000 brasileiros continuam morrendo e mais de 38.000 pessoas adoecem de Aids.
Vencer a Aids exigirá o melhor de todos nós: a começar pela ação mais firme e corajosa dos governantes em defender o SUS como política pública de saúde.

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